Saúde

Conheça melhor três grandes vilões da alimentação: gordura trans, gordura hidrogenada e glúten

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) nos ensina: desconfie dos alimentos sequinhos, aqueles que são fritos, mas não ficam oleosos. A receita desse “milagre” chama-se gordura hidrogenada e, ao contrário do que pensa a maioria, faz muito mal à saúde do ponto de vista cardiovascular. A causa: ela “plastifica” os vasos, levando a infartos e derrames.

Os ácidos graxos trans (ou gordura trans) são um tipo de gordura formada por processo de hidrogenação natural ou industrial.

A hidrogenação natural ocorre em animais ruminantes, assim existem pequenas quantidades desses ácidos graxos em leite e carnes. Já a hidrogenação industrial é um processo em que os óleos vegetais líquidos são transformados em gordura sólida em temperatura ambiente. É dessa hidrogenação industrial que provém grande parte dos ácidos graxos trans consumidos diariamente.

As gorduras vegetais hidrogenadas foram criadas para substituir as gorduras animais (ricas em ácidos graxos saturados). São usadas na indústria alimentícia para melhorar a consistência, o sabor e a durabilidade dos alimentos.

Durante muito tempo achava-se que as gorduras trans eram melhores para a saúde, já que eram produzidas a partir de óleos vegetais. Porém, no início da década de 90, quando começaram a surgir os estudos sobre essas gorduras, verificou-se que elas são piores que as gorduras saturadas. De lá para cá essa teoria só se confirmou.

Os estudos sugerem que o consumo de ácidos graxos trans tem sido associado ao aumento do LDL (o “mau colesterol”) e à redução do HDL (o “bom colesterol”).

Há evidências de que dietas ricas em ácidos graxos trans podem elevar também as concentrações plasmáticas de triglicérides.

Resumindo: ácidos graxos trans fazem mal ao coração.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo máximo deste tipo de gordura não ultrapasse dois gramas por dia.

Consciente do mal que esse tipo de gordura faz ao coração, a SBC não certifica alimentos que contenham gordura trans ou gordura vegetal hidrogenada.

As gorduras trans são extremamente prejudiciais para o coração e até hoje não se encontrou nenhum benefício dessa gordura para a saúde. Evitar seu consumo é um grande passo para preservar a saúde.

E o glúten?

Você já se perguntou o que é esse tal de glúten e por que os pacotes possuem este aviso em destaque perto das informações nutricionais?

Glúten nada mais é que uma proteína encontrada no trigo, cevada, aveia, malte e centeio. Como esses cereais são ingredientes de vários alimentos, é fácil constatar que vivemos cercados de glúten.

Mas, embora essa substância seja natural, algumas pessoas têm alergia a ela. São os portadores de doença celíaca.

Nos doentes celíacos, o consumo da proteína pode levar a complicações graves. Essas pessoas não conseguem digeri-la.

O glúten altera as vilosidades do intestino delgado, parte do corpo responsável pela absorção dos alimentos que consumimos. As vilosidades diminuem de tamanho, tornando-se achatadas. Com isso, diminui a possibilidade de absorção de nutrientes.

Se o doente celíaco abusa do consumo de glúten, o intestino fica plano e não absorve os nutrientes. Isso causa desnutrição e, em casos graves, pode levar à morte.

Celíaca é doença genética e identificada geralmente nos primeiros anos de vida, quando começa a introdução de papinhas, sopas e biscoitos, combinações perigosas que podem levar a diarreia crônica, gases, distensão abdominal, emagrecimento e falta de apetite.

A pessoa tem que abolir o glúten de sua alimentação. Se não for feita a dieta adequada, ela pode desenvolver futuramente câncer do intestino, anemia, osteoporose, assim como ter abortos de repetição e ficar estéril.

Porém, mesmo que não desenvolveu a doença celíaca, a exposição permanente à proteína pode provocar intolerância.

Expor-se em excesso a qualquer tipo de alimento pode levar ao desenvolvimento de intolerância a ele. O segredo de qualquer alimentação saudável é não repetir. Os sintomas são fáceis de ser notados, mas geralmente as pessoas não os associam aos distúrbios alimentares nem intestinais por pura falta de conhecimento.

É importante que as pessoas fiquem atentas a azia, gases, distensão abdominal, prisão de ventre e/ou fezes despedaçadas e disformes, dor articular, fadiga, dor de cabeça e cansaço excessivo.

É preciso ficar alerta a esses problemas e prestar atenção ao tipo de alimentação adotada.

Fonte: Aloe Vita (texto adaptado)

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